Macaé - Cover Matheus Ribs
Eu já li… E posso dizer que não é parecido não, apesar de falar dos mesmos seres. São rumos bem diferentes!

Macaé - Cover Matheus Ribs
Eu já li… E posso dizer que não é parecido não, apesar de falar dos mesmos seres. São rumos bem diferentes!
Verdade! kkkkkkkk tenho duas crônicas pra postar!
O prólogo é curto mesmo, só pra não revelar muito ainda…
Miguel continuou correndo pela Avenida Rio Branco, seu coração batia tão forte que fazia seus ouvidos ressoarem. Olhou para trás “umas dez vezes”, para ter a certeza de que conseguira despistar a “coisa”. Ele não sabia bem o que era. Só que devia correr mais e mais, sem parar sequer por um segundo. Dobrou uma esquina ao lado da Candalária quase parando de novo. Podia sentir o vento frio bater em seu rosto, fazendo seus olhos lacrimejarem. Miguel engolia um choro de desespero. A rua mais movimentada do Rio estava deserta e para sua surpresa, Sofia, sua melhor amiga por quem ele mantinha um secreto amor, estava imóvel na sua frente. Ele não sabia o porquê, mas de certa forma o fato de Sofia ter com cortes pelo corpo não o assustou. Aproximou-se dela, e pode ouvir sua respiração entrecortada.
_ Miguel, você precisa sair daqui o mais rápido possível!
_ Sofia, o que está havendo? O que é isso nas suas costas?
Parecia haver um enorme volume saindo de sua coluna. Miguel se esforçou para ver o que era. Uma sombra se ergueu, Sofia erguia sua postura de forma assustadora. Foi então que ele se deu conta de que duas asas enormes saíam das costas de amiga de colégio. Um urro horrível de dor fez o sangue em suas veias gelarem. Sofia tentou entrar na sua frente, mas aquilo a empurrou para bem longe.
_ Sofia!
Só então Miguel se deu conta do que estava diante dele. Uma cobra enorme, com cerca de vinte metros de comprimento e de pele escamosa. Sua cabeça estava erguida cinco metros do chão, e quando sua boca se abriu, um hálito quase venenoso invadiu as narinas do garoto. O veneno escorria quando curiosamente a cobra falou.
_ Você não devia ter ouvido a conversa deles. Você deveria estar servindo na corte de seu pai, seu grande tolo. Agora terá que morrer como os inferiores!
Miguel tentou correr, mas a serpente abriu sua bocarra e se lançou violentamente sobre ele. A vista do garoto embaçou, sua pele formigava. ”Estou morto” Miguel pensava. Foi então que o garoto despertou, com o corpo coberto de suor, os cabelos molhados, o som do vento a bater em sua janela e o barulho dos carros na rua. Era inicio de inverno no Rio de Janeiro.
Matheus Ribs e Alison Rafael ( O Último dos Gigantes - A Bruxa Ramel )